"Eu gostaria que a palavra ‘raça’ não fosse utilizada para dizer que há diversidade humana. Ela acaba servindo para exagerar os efeitos das diferenças aparentes, ou seja, físicas. Não temos o direito de nos basear nas diferenças físicas - a cor da pele, o tamanho, os traços do rosto - para dividir a humanidade hierarquicamente, ou seja, considerando que existem homens superiores em relação a outros que seriam postos em uma classe inferior. [...] Proponho não utilizar a palavra raça. Ela foi tão explorada por pessoas más que é melhor substituí-la pelas palavras espécie humana.”
(JELLOUN, T. B. "O racismo explicado à minha filha". São Paulo: Lettera, 2000)
Inquiridos os brasileiros não brancos sobre sua cor, no Censo de 1980, eles responderam que sua pele era: "Acastanhada, alva, bem-morena, bronzeada, bugrezinha-escura, burro-quando-foge, cabocla, cor-de-canela, encerada, meio branca, morena-clara, morena-roxa, morena trigueira, mulata, pretinha, queimada, rosada, ruço, sarará, tostada, [...] etc, num total de 136 cores declaradas".
(Adaptado de MUNANGA, K. "Rediscutindo a mestiçagem no Brasil". Petrópolis: Vozes, 1999)
No primeiro texto, a questão do racismo é tratada de forma teórica, enquanto no segundo, apresenta-se, sobre este assunto, informações associadas à realidade brasileira.
Com base na posição dos autores, é possível concluir que os conceitos sociais referentes a esta questão são passíveis de crítica pela seguinte razão: