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5 de dez. de 2011

FICHAMENTO: GENERALIZAÇÃO E SINGULARIDADE NAS CIÊNCIAS HUMANAS (ELISA REIS)


Texto IV – Elisa Reis – Generalização e Singularidade nas Ciências Humanas


*Fichamento elaborado a partir das aulas do excelente professor Fábio Machado e do texto da Elisa Reis

http://www.copitraje.com/imagens_produtos/ciencia-politica.jpg



Genérico e Singular:

- Marx: a relação entre o genérico e o singular se organiza de forma bastante característica: as manifestações histórico-singulares são vistas sempre como aproximações ao geral. Assim ele vê no presente a chave para o passado.
- Tocqueville: extrai a teoria da história. Seu trabalho é sempre uma análise histórico-comparada que visa o iluminar uma realidade singular, a da França.
- Weber: divisor de aguas entre ciências “culturais” e as demais.
- deixa claro que história e ciências sociais são ciências irmãs, (mas não são idênticas) casualidade histórica e casualidade sociológica são distintas.
- Durkheim: acredita que a sociologia precisa emular as ciências exatas para ser realmente científica. Nesse sentido, as proposições teóricas que formula se pretendem independentes do contexto histórico.

O objeto da ciência política?
- A ação humana intencional na história

O que é ciência política?
Institucionalismo: velho: formais (restrito)
                                 novo: formais e informais (amplos)     

1)      Escolha racional: enfoque do cálculo enfatiza o caráter instrumental e estratégico do comportamento do indivíduo. Reduz as incertezas em relação a como será a ação dos outros.
- as instituições são vistas como o resultado intencional, quase contratual de otimização de ganho dos agentes.

    2)  Sociólogo: enfoque cultural, enfatiza a dimensão rotineira do comportamento e o papel desempenhado pela visão de mundo do ator na interpretação de situações.
            - as instituições correspondem aos planos morais e cognitivos de referência sobre as quais são baseados as interpretações da ação.

   3) Histórico: é eclético> mistura os enfoques
- os atores calculam com base em interesses, mas ao mesmo tempo possuiriam diferentes visões de mundo correspondentes as suas posições e contextos sociais, desemprenhariam um duplo papel.
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FICHAMENTO: O ESTUDO DA POLÍTICA (FABIANO SANTOS)


TEXTO III – O ESTUDO DA POLÍTICA (FABIANO SANTOS)

* Pessoal, mais um fichamento para vocês! Esse fiz a partir das ótimas aulas do professor Fábio Machado e do texto do Fabiano Santos.
Aproveitem!!!

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiopa1EwNT2xSlfHckKLB8tNDG3TvCXy9CN1kTQ9-iuP3NLW62qqjpenOlV0Kn0CYC3M80Ipy-fxsi4P3FBjkxTBmHFSIsIlQ5iTg7U9NziZiGkZkO5QiAURkjkjuOwxCJnVLo2cwSS429E/s1600/politica9ap.jpg

O que é ciência política



Procedimento NOMINALISTA – ciência + política.
- adotar a definição de ciência, e depois de politica e responde a partir da união dos termos.

Procedimento DESCRITIVO
- tem a vantagem de expressar a multiplicidade de tendências que caracterizam a disciplina.

Origem da ciência politica
- tem inicio na Grécia a.C.

Problemas fundacionais
- as bases e limites da lealdade do individuo à coletividade.

Gregos
-premissa – possibilidade de dicotomia (ou seja, divisão de um conceito em dois) indivíduos versus pólis.

Segredo da coesão social
- revelado por Maquiavel
- a partir de Maquiavel aprendemos que a ordem, tal como a observamos e vivenciamos, não dependem única e exclusivamente da natureza das coisas, mas também e fundamentalmente do esforço feito por homens dotados de certas qualidades, tais como idealismo, ambição, perspicácia, crueldade, entre outras, para inspirar temor, respeito e lealdade nas pessoas comuns.

Maquiavel da o OBJETO
- a ação humana intencional na história.
- o conhecimento do mundo sociopolítico não é feito com a leitura da vontade de Deus. Será obtido somente com a observação do comportamento humano em situações reais de conflitos e de luta pelo poder.
-Daí surge sua briga com a Igreja (pois Maquiavel desacraliza a Igreja).
- até aqui a reflexão política possui natureza indutiva (parte das questões particulares para a generalidade).  

O dedutivismo (raciocínio logico que faz uso da dedução para obter uma conclusão sobre determinada premissa) na política.
- Thomas Hobbes - Para que governo? Para Hobbes a ordem politica emerge exatamente para definir limites ao comportamento individual de modo a que o esforço pela aquisição de bem-estar seja feito em bases cooperativas e não conflitivas.
- assim o governo serve para proteger a sua vida, porque sem ele o caos esta dado, gerado barbárie.
- poder politico tem a função de estabelecer a paz.

A crítica de David Hume
- critica a perspectiva racionalista de Hobbes.
-segundo esse pensador, as bases de sociabilidade e de legitimação da ordem politica não surgem a partir do calculo racional de indivíduos em busca de bem estar. Para qualquer individuo, em qualquer momento ou lugar, a ordem social é um fato cuja justificação é obra de experiências coletivas particulares de elaboração institucional.
- não vem de concepção logica, abstrata, mas na verdade as instituições politicas surgem da experiência coletiva.

Interregno: a ciência política como engenharia institucional
- Pode-se dizer que a descoberta hobbesiana de que a autoridade governamental deriva da transparência de direitos dos indivíduos a serem governados para a pessoa do governante inaugura uma linha de investigação que repercute diretamente na ação política. E quando promove intervenção dessa natureza no mundo político, a ciência política é usualmente chamada de engenharia institucional.

Problemas de método
Hobbes: afinidade com a economia
Hume: história, sociologia e antropologia.

Instituições: são regras, são valores, tem a finalidade de regular, orientar, promover, dar estabilidade.

Papel do institucionalismo: resolver problemas de ação coletiva com a deficiência.

Quais as diferenças entre filosofia e ciência?
- tem o mesmo objeto: o fenômeno político.

Método cientifico:
- Precisa ser validadas repostando-se a realidade empírica, somente são consideradas verdadeiras as teorias que forem confirmadas por evidências factuais.
- Requer demonstração, não atribui juízo de valor, experiência.

Método filosófico:
- dedica-se livremente a reflexão sobre a realidade, servindo-se apenas da lógica e da especulação racional.
- valores, procedimento teórico conceitual, tratam da essencialidade.

Onde os institucionalismos se convergem e onde é problemático?
- convergem: no objeto (instituições)
- problemático: (método) entendem a solução do problema de maneira radicalmente diferente.
- sociológico: observação de regras
- escolha racional: encaram as instituições com solução adaptadas para os problemasda oportunidade.

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FICHAMENTO: POLÍTICAS PÚBLICAS (MARTA RODRIGUES)


FICHAMENTO
 TEXTO II – POLÍTICAS PÚBLICAS (MARTA RODRIGUES)

* Pessoal, mais um fichamento para vocês! Esse fiz a partir das ótimas aulas do professor Fábio Machado e do texto da Marta Rodrigues.
Aproveitem!!!


http://lh5.ggpht.com/_yxMjQyVNAUQ/SXPYVvFbpMI/AAAAAAAAAc8/re0IeqNsAuw/Pol%C3%ADticas%20de%20Parcerias_thumb%5B6%5D.jpg

O que é politica?

- conceito – a politica é entendida como forma de atividade ou de práxis humana.

- na perspectiva clássica – refere-se a tudo o que diz respeito as coisas da cidade, ou seja, ao que é urbano, publico, civil e social.

- era moderna – atividade ou conjunto de atividades que, de alguma maneira, faz referencia ao Estado.

- politica publica – é o processo pelo qual os diversos grupos que compõem a sociedade tomam decisões coletivas, que condicionam o conjunto dessa sociedade.
- são resultantes da atividade politica.
- constituem-se de decisões e ações.

- duas formas de resolver conflitos
- pela força: coerção/ repressão.
- pela ação politica: ação coletiva. A necessidade de aceitação da decisão alcançada e o caráter impositivo da decisão coletiva.

- o que é poder?
É a capacidade de influenciar alguém a fazer algo que, de outra forma, ele/ela não faria.
-a capacidade do ser humano de influenciar o comportamento de outro ser humano.

- o que é estado?
Resulta de um processo histórico de concentração de poder que ocorre, na Europa, entre o final da Idade Média e os primeiros séculos da Idade Moderna.

- o que é governo?
-Por governo entendemos o conjunto de indivíduos que orientam os rumos da sociedade, pois ocupam posições na cúpula do Estado.
- são os que estão alocados no Estado. Ex: Governo Municipal: prefeito; vereador(...). (Não confundir com prefeitura).

- que são os atores?
Podem ser:
·         Privados: são aqueles que têm o poder para influenciar na formatação de politicas publicas quando o governo a tomar determinadas ações. Ex: Consumidores; Empresários; Trabalhadores; etc.
·         Públicos: são as que tem, de fato, o poder de decidir politicas. Ex: Gestores Públicos; Juízes: Parlamentares; Políticos (do executivo).


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FICHAMENTO: Potência, limites e sedução do poder. (Marco Aurélio)


FICHAMENTO

TEXTO: Potência, limites e sedução do poder. (Marco Aurélio)

* Pessoal, mais um fichamento para vocês! Esse fiz a partir das ótimas aulas do professor Fábio Machado e do livro do Marco Aurélio.
Aproveitem!!!

http://www.livrariaresposta.com.br/fotos/9788571397484.jpg


Potência – é algo genérico, virtual. Uma espécie de poder efetivo, antecede o poder, reúne elementos e recursos para efetiva-los no exercício do poder. É algo menor que o poder.

Poder – é uma relação social individual ou em grupo que pode ser exercido de forma subliminar, esta em todas as relações e dimensões da sociedade.
-É o elemento que mais preenche a politica (mas não é seu elemento exclusivo, sendo ele o principal).
-usa força (mas nem sempre, dependendo do caso, pode usar também a sedução).
-universal, amplo e cerimonioso. Possui até um certo grau de paciência. 

Política – relação de interação de pessoas.
É a luta de ideias e de valores, esforços, para estabelecer e para fazer que prevaleçam projetos de sociedade, modos de organizar a convivência e de resolver conflitos.

O que distingue o PODER do PODER POLÍTICO – o poder político é aquele autorizado por uma coletividade, vale-se da lei e da força. É que o poder político é o único que você pode utilizar os recursos de força física de  forma legitima.
-a politica é um braço do poder politico.
- recorre a força, mas nos momentos críticos, nos quais se trata de garantir o cumprimento de decisões.

Três atores:

Thomas Hobbes – “é a tendência geral de todos os homens um perpetuo e irrequieto desejo de poder e mais poder, que cessa apenas com a morte.”.
- para ele a conservação e a ampliação do poder eram essenciais para se garantir o que já se possuía.
- reiterava a ideia anterior de Maquiavel.
- pensava no Estado, mas também que o poder é inerente ao homem.

Nicolau Maquiavel“a sede de poder é tão forte quanto a sede de vingança, se não for mais forte ainda.”.
- defendia que, como a acumulação de poder cria mais poder, seria natural que os homens não se considerassem proprietários tranquilos “a não ser quando pudessem acrescentar algo aos bens que já dispõem”.
- pensava no Estado, mas também em poder geral inerente ao modo de ser do homem.

Max Weber – quem meche com o poder faz um “pacto com potências diabólicas”.
- o poder é um fator de dominação
- para ele o poder existe quando uma potência, valendo-se de determinados recursos, consegue afirmar-se como dominação e ver suas ordens serem cumpridas.


________________
NOGUEIRA, Marco Aurélio . Potência, limites e seduções do poder. São Paulo: Editora Unesp, 2008. v. 1.

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