15 de dez. de 2011

Juramento do Ciêntista Social

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"Prometo,  no exercício da profissão de cientista social,  realizar com competência e responsabilidade,  as atividades de pesquisa,  ensino,  consultoria e planejamento, procurando contribuir para a construção de uma sociedade plural e mais justa." 


Vamos honrar o compromisso em moçada!
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Merecidas Férias

 Éh, finalmente chegou aquele momento tão esperado do ano, as férias!
  Navegando encontrei esse texto maravilhoso e resolvi compartilhar com vocês. Aproveitem bastante *-*

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Os melhores meses do ano para todos os estudantes, sem dúvida são janeiro, julho e dezembro, quando eles aproveitam as tão esperadas férias. E não tem nada melhor do que poder acordar tarde, não precisar fazer trabalhos e nem provas, não é? 

Mas quem está se preparando para o vestibular, ou quem está fazendo aquela faculdade dos sonhos, que não é nada fácil, não pode bobear nas férias. Agora é hora de curtir, sair com os amigos, ir ao cinema, a festas, viajar, mas também é preciso reservar um tempinho para estudar.
Pode parecer chato, mas estudar nas férias vai facilitar muito a sua vida nos próximos meses do ano. Adiantar trabalhos, mesmo que seja só um pouco, já garante pelo menos um fim de semana livre quando as aulas voltarem.

Fora isso, é sempre bom aproveitar as férias para ler. Para quem gosta de ler isso é fácil, acaba sendo um hobby. Mas quem não gosta deve fazer um esforcinho para colocar em dia a leitura dos livros que os professores pedem ou outros que tenham relação com o seu curso. Não precisa ler os livros de teoria, que tem um conteúdo mais pesado e exige mais reflexão. Qualquer livro é bom, mas o ideal nas férias é ler os clássicos, aqueles livros que todo mundo precisa ler um dia, levando em conta sua área de atuação.
Para os vestibulandos, a situação é pior. Quem pretende entrar na faculdade, não pode se dar ao luxo de interromper os estudos nas férias. “Vestibulando não deve ter férias, pois pode perder o ritmo e o foco. Isto não quer dizer deixar de viajar, passear ou acompanhar a família em atividades mais descontraídas. O correto é não se afastar dos estudos, elaborar um esquema ou planejar o tempo de modo que descanse e estude sempre”, acredita Ana Terezinha Carneiro Naleto, diretora do Colégio COC Acadêmico, de Limeira, em entrevista à EPTV.

Para não ficar louco com os estudos muitos especialistas recomendam que nas férias os estudantes unam os estudos à atividades mais prazerosas. Por exemplo, ir a museus, cinemas, peças de teatro, shows, praticar esportes, viajar, estudar idiomas, assistir bons programas de TV, ajuda a aprender um pouco do que é ensinado em sala de aula e ainda é divertido.

Roberto Accorsi, coordenador do colégio Oficina do Estudante, incentiva os alunos a assistirem filmes nas férias, como forma de estudo e diversão. “As locadoras oferecem bons títulos de filmes que muita vezes são citados em sala de aula, como ´O Nome da Rosa´, ´Uma mente brilhante´, ´A guerra do fogo´, ´Memórias Póstumas de Brás Cubas´, ´Alice no país das maravilhas´ e ´Laranja mecânica´, muitos sites oferecem listas bem completas de filmes que se relacionam com os conteúdos dados em sala de aula”.

Quem vai viajar, não precisa cancelar por conta dos estudos, mas pode levar na mala seus livros e cadernos e aproveitar os momentos livres durante a viagem para ler um pouquinho. Além disso, conhecer a cultura e a história do lugar enquanto estiver lá ajuda bastante.

A diretora do COC Acadêmico ressaltou, em entrevista à EPTV, que mesmo mantendo-se ligado nos estudos, é importante que o aluno não perca o “espírito de férias”. “Embora não deixe de estudar todos os dias, com afinco e dedicação, deve-se dedicar um tempinho maior para o lazer e a diversão, pois não será muito produtivo se ficar o tempo todo lamentando tudo que está perdendo. E, principalmente, pensar que, se houver um bom planejamento e perseverança, o vestibulando ´perderá´ somente um período de férias, pois a próxima poderá ser usada para comemorar a vitória”.

Fonte: EPTV
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7 de dez. de 2011

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Passando para agradecer a todos os visitantes do blog pelo carinho e pelos comentários!

É sempre bom entrar aqui e encontrar o comentário de vocês, me agradecendo por aquilo que faço com tanto amor.  Os últimos meses foram muito agitados, então não consegui dar conta das postagens do blog, mas a partir do dia 15 desse mês, vou trazer muitas novidades para vocês.

Por isso recomendo que fiquem de olho.



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5 de dez. de 2011

FICHAMENTO: GENERALIZAÇÃO E SINGULARIDADE NAS CIÊNCIAS HUMANAS (ELISA REIS)


Texto IV – Elisa Reis – Generalização e Singularidade nas Ciências Humanas


*Fichamento elaborado a partir das aulas do excelente professor Fábio Machado e do texto da Elisa Reis

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Genérico e Singular:

- Marx: a relação entre o genérico e o singular se organiza de forma bastante característica: as manifestações histórico-singulares são vistas sempre como aproximações ao geral. Assim ele vê no presente a chave para o passado.
- Tocqueville: extrai a teoria da história. Seu trabalho é sempre uma análise histórico-comparada que visa o iluminar uma realidade singular, a da França.
- Weber: divisor de aguas entre ciências “culturais” e as demais.
- deixa claro que história e ciências sociais são ciências irmãs, (mas não são idênticas) casualidade histórica e casualidade sociológica são distintas.
- Durkheim: acredita que a sociologia precisa emular as ciências exatas para ser realmente científica. Nesse sentido, as proposições teóricas que formula se pretendem independentes do contexto histórico.

O objeto da ciência política?
- A ação humana intencional na história

O que é ciência política?
Institucionalismo: velho: formais (restrito)
                                 novo: formais e informais (amplos)     

1)      Escolha racional: enfoque do cálculo enfatiza o caráter instrumental e estratégico do comportamento do indivíduo. Reduz as incertezas em relação a como será a ação dos outros.
- as instituições são vistas como o resultado intencional, quase contratual de otimização de ganho dos agentes.

    2)  Sociólogo: enfoque cultural, enfatiza a dimensão rotineira do comportamento e o papel desempenhado pela visão de mundo do ator na interpretação de situações.
            - as instituições correspondem aos planos morais e cognitivos de referência sobre as quais são baseados as interpretações da ação.

   3) Histórico: é eclético> mistura os enfoques
- os atores calculam com base em interesses, mas ao mesmo tempo possuiriam diferentes visões de mundo correspondentes as suas posições e contextos sociais, desemprenhariam um duplo papel.
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FICHAMENTO: O ESTUDO DA POLÍTICA (FABIANO SANTOS)


TEXTO III – O ESTUDO DA POLÍTICA (FABIANO SANTOS)

* Pessoal, mais um fichamento para vocês! Esse fiz a partir das ótimas aulas do professor Fábio Machado e do texto do Fabiano Santos.
Aproveitem!!!

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O que é ciência política



Procedimento NOMINALISTA – ciência + política.
- adotar a definição de ciência, e depois de politica e responde a partir da união dos termos.

Procedimento DESCRITIVO
- tem a vantagem de expressar a multiplicidade de tendências que caracterizam a disciplina.

Origem da ciência politica
- tem inicio na Grécia a.C.

Problemas fundacionais
- as bases e limites da lealdade do individuo à coletividade.

Gregos
-premissa – possibilidade de dicotomia (ou seja, divisão de um conceito em dois) indivíduos versus pólis.

Segredo da coesão social
- revelado por Maquiavel
- a partir de Maquiavel aprendemos que a ordem, tal como a observamos e vivenciamos, não dependem única e exclusivamente da natureza das coisas, mas também e fundamentalmente do esforço feito por homens dotados de certas qualidades, tais como idealismo, ambição, perspicácia, crueldade, entre outras, para inspirar temor, respeito e lealdade nas pessoas comuns.

Maquiavel da o OBJETO
- a ação humana intencional na história.
- o conhecimento do mundo sociopolítico não é feito com a leitura da vontade de Deus. Será obtido somente com a observação do comportamento humano em situações reais de conflitos e de luta pelo poder.
-Daí surge sua briga com a Igreja (pois Maquiavel desacraliza a Igreja).
- até aqui a reflexão política possui natureza indutiva (parte das questões particulares para a generalidade).  

O dedutivismo (raciocínio logico que faz uso da dedução para obter uma conclusão sobre determinada premissa) na política.
- Thomas Hobbes - Para que governo? Para Hobbes a ordem politica emerge exatamente para definir limites ao comportamento individual de modo a que o esforço pela aquisição de bem-estar seja feito em bases cooperativas e não conflitivas.
- assim o governo serve para proteger a sua vida, porque sem ele o caos esta dado, gerado barbárie.
- poder politico tem a função de estabelecer a paz.

A crítica de David Hume
- critica a perspectiva racionalista de Hobbes.
-segundo esse pensador, as bases de sociabilidade e de legitimação da ordem politica não surgem a partir do calculo racional de indivíduos em busca de bem estar. Para qualquer individuo, em qualquer momento ou lugar, a ordem social é um fato cuja justificação é obra de experiências coletivas particulares de elaboração institucional.
- não vem de concepção logica, abstrata, mas na verdade as instituições politicas surgem da experiência coletiva.

Interregno: a ciência política como engenharia institucional
- Pode-se dizer que a descoberta hobbesiana de que a autoridade governamental deriva da transparência de direitos dos indivíduos a serem governados para a pessoa do governante inaugura uma linha de investigação que repercute diretamente na ação política. E quando promove intervenção dessa natureza no mundo político, a ciência política é usualmente chamada de engenharia institucional.

Problemas de método
Hobbes: afinidade com a economia
Hume: história, sociologia e antropologia.

Instituições: são regras, são valores, tem a finalidade de regular, orientar, promover, dar estabilidade.

Papel do institucionalismo: resolver problemas de ação coletiva com a deficiência.

Quais as diferenças entre filosofia e ciência?
- tem o mesmo objeto: o fenômeno político.

Método cientifico:
- Precisa ser validadas repostando-se a realidade empírica, somente são consideradas verdadeiras as teorias que forem confirmadas por evidências factuais.
- Requer demonstração, não atribui juízo de valor, experiência.

Método filosófico:
- dedica-se livremente a reflexão sobre a realidade, servindo-se apenas da lógica e da especulação racional.
- valores, procedimento teórico conceitual, tratam da essencialidade.

Onde os institucionalismos se convergem e onde é problemático?
- convergem: no objeto (instituições)
- problemático: (método) entendem a solução do problema de maneira radicalmente diferente.
- sociológico: observação de regras
- escolha racional: encaram as instituições com solução adaptadas para os problemasda oportunidade.

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FICHAMENTO: POLÍTICAS PÚBLICAS (MARTA RODRIGUES)


FICHAMENTO
 TEXTO II – POLÍTICAS PÚBLICAS (MARTA RODRIGUES)

* Pessoal, mais um fichamento para vocês! Esse fiz a partir das ótimas aulas do professor Fábio Machado e do texto da Marta Rodrigues.
Aproveitem!!!


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O que é politica?

- conceito – a politica é entendida como forma de atividade ou de práxis humana.

- na perspectiva clássica – refere-se a tudo o que diz respeito as coisas da cidade, ou seja, ao que é urbano, publico, civil e social.

- era moderna – atividade ou conjunto de atividades que, de alguma maneira, faz referencia ao Estado.

- politica publica – é o processo pelo qual os diversos grupos que compõem a sociedade tomam decisões coletivas, que condicionam o conjunto dessa sociedade.
- são resultantes da atividade politica.
- constituem-se de decisões e ações.

- duas formas de resolver conflitos
- pela força: coerção/ repressão.
- pela ação politica: ação coletiva. A necessidade de aceitação da decisão alcançada e o caráter impositivo da decisão coletiva.

- o que é poder?
É a capacidade de influenciar alguém a fazer algo que, de outra forma, ele/ela não faria.
-a capacidade do ser humano de influenciar o comportamento de outro ser humano.

- o que é estado?
Resulta de um processo histórico de concentração de poder que ocorre, na Europa, entre o final da Idade Média e os primeiros séculos da Idade Moderna.

- o que é governo?
-Por governo entendemos o conjunto de indivíduos que orientam os rumos da sociedade, pois ocupam posições na cúpula do Estado.
- são os que estão alocados no Estado. Ex: Governo Municipal: prefeito; vereador(...). (Não confundir com prefeitura).

- que são os atores?
Podem ser:
·         Privados: são aqueles que têm o poder para influenciar na formatação de politicas publicas quando o governo a tomar determinadas ações. Ex: Consumidores; Empresários; Trabalhadores; etc.
·         Públicos: são as que tem, de fato, o poder de decidir politicas. Ex: Gestores Públicos; Juízes: Parlamentares; Políticos (do executivo).


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FICHAMENTO: Potência, limites e sedução do poder. (Marco Aurélio)


FICHAMENTO

TEXTO: Potência, limites e sedução do poder. (Marco Aurélio)

* Pessoal, mais um fichamento para vocês! Esse fiz a partir das ótimas aulas do professor Fábio Machado e do livro do Marco Aurélio.
Aproveitem!!!

http://www.livrariaresposta.com.br/fotos/9788571397484.jpg


Potência – é algo genérico, virtual. Uma espécie de poder efetivo, antecede o poder, reúne elementos e recursos para efetiva-los no exercício do poder. É algo menor que o poder.

Poder – é uma relação social individual ou em grupo que pode ser exercido de forma subliminar, esta em todas as relações e dimensões da sociedade.
-É o elemento que mais preenche a politica (mas não é seu elemento exclusivo, sendo ele o principal).
-usa força (mas nem sempre, dependendo do caso, pode usar também a sedução).
-universal, amplo e cerimonioso. Possui até um certo grau de paciência. 

Política – relação de interação de pessoas.
É a luta de ideias e de valores, esforços, para estabelecer e para fazer que prevaleçam projetos de sociedade, modos de organizar a convivência e de resolver conflitos.

O que distingue o PODER do PODER POLÍTICO – o poder político é aquele autorizado por uma coletividade, vale-se da lei e da força. É que o poder político é o único que você pode utilizar os recursos de força física de  forma legitima.
-a politica é um braço do poder politico.
- recorre a força, mas nos momentos críticos, nos quais se trata de garantir o cumprimento de decisões.

Três atores:

Thomas Hobbes – “é a tendência geral de todos os homens um perpetuo e irrequieto desejo de poder e mais poder, que cessa apenas com a morte.”.
- para ele a conservação e a ampliação do poder eram essenciais para se garantir o que já se possuía.
- reiterava a ideia anterior de Maquiavel.
- pensava no Estado, mas também que o poder é inerente ao homem.

Nicolau Maquiavel – “a sede de poder é tão forte quanto a sede de vingança, se não for mais forte ainda.”.
- defendia que, como a acumulação de poder cria mais poder, seria natural que os homens não se considerassem proprietários tranquilos “a não ser quando pudessem acrescentar algo aos bens que já dispõem”.
- pensava no Estado, mas também em poder geral inerente ao modo de ser do homem.

Max Weber – quem meche com o poder faz um “pacto com potências diabólicas”.
- o poder é um fator de dominação
- para ele o poder existe quando uma potência, valendo-se de determinados recursos, consegue afirmar-se como dominação e ver suas ordens serem cumpridas.


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NOGUEIRA, Marco Aurélio . Potência, limites e seduções do poder. São Paulo: Editora Unesp, 2008. v. 1.

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Exercício - Geografia Humana e Econômica


Exercício - Geografia Humana e Econômica

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Questões - Respostas

(Questão 01) Qual a diferença entre espaço geográfico e:
Segundo Milton Santos (1997, p. 51), o espaço geográfico é aquele “formado por um conjunto indissociável, solidário e também contraditório, de sistemas de objetos e sistemas de ações, não considerados isoladamente, mas como o quadro único no qual a história se dá. No começo era a natureza selvagem, formada por objetos naturais, que ao longo da história vão sendo substituídos por objetos fabricados, objetos técnicos, mecanizados e, depois cibernéticos fazendo com que a natureza artificial tenda a funcionar como uma máquina”.

a)      Paisagem – Já “paisagem é o conjunto de formas que, num dado momento, exprimem as heranças que representam as sucessivas relações localizadas entre o homem e a natureza.” (1997, p. 83)

Desta forma, a diferença entre paisagem e espaço geográfico, é que, a primeira (paisagem) é “transtemporal juntando objetos passados e presentes, uma construção transversal juntando objetos.” Enquanto a segunda (espaço), “é sempre um presente, uma construção horizontal, uma situação única. Ou ainda, paisagem é um sistema material, nessa condição, relativamente imutável, espaço é um sistema de valores, que se transforma permanentemente”.

b)      Território – Este, por sua vez, é uma dimensão do espaço geográfico que desvincula as relações humanas e sociais da relação direta com a dimensão natural do espaço, extraindo desse conceito a necessidade direta de domínio, também dos recursos naturais, como expressa-se na concepção clássica de território. A natureza, enquanto recurso associada à ideia de território, já não é mais necessária. Nestas territorialidades, a apropriação se faz pelo domínio de território, não só para a produção, mas também para a circulação de uma mercadoria, a exemplo das territorialidades por vezes estudadas, como o território das drogas. Estas novas territorialidades apresentam-se como voláteis e constituem parte do tecido social, expressam uma realidade, mas não substituem, em nosso entender, a dominação política de territórios em escalas mais amplas. Devendo essas, para serem explicadas e não somente descritas, serem inseridas em espaços de dimensão relacional.

c)      Lugar – Lugar constitui a dimensão da existência que se manifesta através “de um cotidiano compartido entre as mais diversas pessoas, firmas, instituições–cooperação e conflito são a base da vida em comum” (Milton Santos, 1997).

v  Neste sentido, o conceito de lugar induz a análise geográfica a uma outra dimensão - a da existência- “pois refere-se a um tratamento geográfico do mundo vivido” (Milton Santos, 1997). Este tratamento vem assumindo diferentes dimensões. De um lado, o lugar se singulariza a partir de visões subjetivas vinculadas a percepções emotivas, a exemplo do sentimento topofílico (experiências felizes) das quais se refere Yu-Fu Tuan (1975). De outro, o lugar pode ser lido através do conceito de geograficidade, termo que, segundo Relph (1979), “encerra todas as respostas e experiências que temos de ambientes na qual vivemos, antes de analisarmos e atribuirmos conceitos a essas experiências”. Isto implica em compreender o lugar através de nossas necessidades existenciais quais sejam, localização, posição, mobilidade, interação com os objetos e/ou com as pessoas. Identifica-se esta perspectiva com a nossa corporeidade e, a partir dela, o nosso estar no mundo, no caso, a partir do lugar como espaço de existência e coexistência.
Mas o lugar pode também ser trabalhado na perspectiva de um mundo vivido, que leve em conta outras dimensões do espaço geográfico, conforme se refere Milton Santos (1997), quais sejam os objetos, as ações, a técnica, o tempo.

d)     Região – Da mesma forma que os demais conceitos, região apresenta-se como um conceito com inúmeras variantes.
Sua concepção mais recente adquire significados múltiplos, incluindo a dimensão cultural. Nos últimos anos pode-se observar a possibilidade de região ser compreendida como proposição política sob um espaço, pode ser compreendida como expressão de uma forma de especialização do trabalho, como também ser compreendida como espaço identitário para um determinado grupo social, que se consolida nos regionalismos e que se expressa pelo hibridismo do politico, do econômico e do cultural, enquanto construção de representações que fortaleçam a identidade.

v  Qual das categorias ajudará o sociólogo a melhor entender a sociedade?

A categoria região é uma das que auxilia o sociólogo a melhor entender a sociedade, por que esta, que é vista pelo sociólogo como uma construção de espaço vinculado que advém da forma como, na contemporaneidade, sob a lógica do Modo de produção Capitalista, se organiza o processo produtivo. Além disso, a concepção mais recente de região inclui a dimensão cultural, e como já foi colocado acima: “Nos últimos anos pode-se observar a possibilidade de região ser compreendida como proposição política sob um espaço, pode ser compreendida como expressão de uma forma de especialização do trabalho, como também ser compreendida como espaço identitário para um determinado grupo social, que se consolida nos regionalismos e que se expressa pelo hibridismo do politico, do econômico e do cultural, enquanto construção de representações que fortaleçam a identidade.” (SUERTEGARAY, 2000). Também, a partir da categoria lugar, o sociólogo pode se beneficiar, já que esta última busca entender a existência objetava e subjetividade dos indivíduos.

(Questão 02) Explique a diferença entre o espaço do geografo e o espaço do sociólogo.
A noção de espaço, para o sociólogo, é uma noção difícil de ser compreendida numa única definição. Este, de fato, procura captar a especificidade do conceito em relação ao espaço geográfico, levando em conta a imagem que os homens têm de seu próprio espaço social. Esta imagem repercute no real. Isto é, o espaço do sociólogo é subjetivo, é um reflexo deformado do espaço objetivo, pois reage sobre este.
Por outro lado, o espaço do geógrafo corresponde àquilo que Durkheim denominou substrato dos fatos sociais. Desta forma, a noção de espaço para o geografo é consubstancial. Por isso que sua atividade repousa, em primeiro lugar, nas técnicas cartográficas, pois é dai que ele tira suas hipóteses de trabalho. Não certezas quanto a relações de casualidade, mas hipóteses que o conduzem a outras explicações. Assim sendo, a prudência é a regra, e justamente por isso, o sociólogo não pode ignorá-lo.

(Questão 03) Como a noção do espaço foi concebida na:

a)      Geografia territorial – Para a geografia tradicional, o espaço não se constitui um conceito-chave. Contudo, está presente na obra de Ratzel e de Hartshorse, mas de modo implícito. Para Ratzel o espaço é visto como base indispensável para a vida do homem, encerrando as condições de trabalho, quer naturais, quer aqueles socialmente produzidos. Sendo assim, para este autor o domínio do espaço transforma-se em elemento crucial na história do Homem. Por outro lado, Hartshorse coloca o espaço como absoluto, isto é, um conjunto de pontos de tem existência em si, sendo independente de qualquer coisa.

b)      Geografia teorético-quantitativa – Nesta perspectiva, a geografia passa a ser considerada como uma ciência social (Schaefer), e até mais além, como afirmava Bunge, quando expunha que a geografia deveria ser vista como uma ciência espacial. Neste contexto, o espaço aparece, pela primeira vez como conceito-chave da geografia. E ainda, esse conceito (espaço) é visto sobre duas formas: de um lado a noção de planície isotrópica (é uma construção do espaço que resume uma concepção de espaço derivada de um paradigma racionalista e hipotético-dedutivo), de outro, de sua representação matricial.


c)      Geografia crítica – Esta, por sua vez, fundou-se no materialismo histórico e na dialética. E por isso, procura romper com a geografia tradicional e com a geografia teorética-quantitativa. E, novamente o espaço aparece como conceito-chave. Debate-se, de um lado, se na obra de Marx o espaço está presente ou ausente e, de outro, qual a natureza e o significado do espaço. Outra preocupação dos geógrafos críticos esta na identificação das categorias de analise do espaço. Em meias palavras, na concepção da geografia critica o espaço é concebido como locus de reprodução das relações sociais de produção, isto é, reprodução da sociedade.


d)     Geografia humanista e cultural – Semelhante a geografia crítica, a geografia humanista e cultural é uma crítica a geografia de cunho lógico-positivista. Por outro lado, esta se opõe as geografias critica e a teorético-quantitativa, já que a geografia humanista está assentada na subjetividade, na intuição, nos sentimentos, na experiência, no simbolismo e na contingência, privilegiando o singular e não o particular ou o universal e, ao invés da explicação, tem na compreensão a base de inteligibilidade do mundo real. Segundo Tuan (1979) no âmbito do espaço da geografia humanista consideram-se os sentimentos especiais e as ideias de um grupo ou povo sobre o espaço a partir da experiência. Tuan argumenta que existem vários tipos de espaços, um espaço pessoal, outro grupal, onde é vivida a experiência do outro, e o espaço mítico-conceitual que, ainda que ligado à experiência, “extrapola para além da evidencia sensorial e das necessidades imediatas e em direção a estruturas mais abstratas”. 
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Bom Pessoal, não recebi a correção desse exercício por isso, se alguém quiser sugerir alguma alteração, será bem vinda.
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