5 de dez. de 2011

FICHAMENTO: GENERALIZAÇÃO E SINGULARIDADE NAS CIÊNCIAS HUMANAS (ELISA REIS)


Texto IV – Elisa Reis – Generalização e Singularidade nas Ciências Humanas


*Fichamento elaborado a partir das aulas do excelente professor Fábio Machado e do texto da Elisa Reis

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Genérico e Singular:

- Marx: a relação entre o genérico e o singular se organiza de forma bastante característica: as manifestações histórico-singulares são vistas sempre como aproximações ao geral. Assim ele vê no presente a chave para o passado.
- Tocqueville: extrai a teoria da história. Seu trabalho é sempre uma análise histórico-comparada que visa o iluminar uma realidade singular, a da França.
- Weber: divisor de aguas entre ciências “culturais” e as demais.
- deixa claro que história e ciências sociais são ciências irmãs, (mas não são idênticas) casualidade histórica e casualidade sociológica são distintas.
- Durkheim: acredita que a sociologia precisa emular as ciências exatas para ser realmente científica. Nesse sentido, as proposições teóricas que formula se pretendem independentes do contexto histórico.

O objeto da ciência política?
- A ação humana intencional na história

O que é ciência política?
Institucionalismo: velho: formais (restrito)
                                 novo: formais e informais (amplos)     

1)      Escolha racional: enfoque do cálculo enfatiza o caráter instrumental e estratégico do comportamento do indivíduo. Reduz as incertezas em relação a como será a ação dos outros.
- as instituições são vistas como o resultado intencional, quase contratual de otimização de ganho dos agentes.

    2)  Sociólogo: enfoque cultural, enfatiza a dimensão rotineira do comportamento e o papel desempenhado pela visão de mundo do ator na interpretação de situações.
            - as instituições correspondem aos planos morais e cognitivos de referência sobre as quais são baseados as interpretações da ação.

   3) Histórico: é eclético> mistura os enfoques
- os atores calculam com base em interesses, mas ao mesmo tempo possuiriam diferentes visões de mundo correspondentes as suas posições e contextos sociais, desemprenhariam um duplo papel.
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FICHAMENTO: O ESTUDO DA POLÍTICA (FABIANO SANTOS)


TEXTO III – O ESTUDO DA POLÍTICA (FABIANO SANTOS)

* Pessoal, mais um fichamento para vocês! Esse fiz a partir das ótimas aulas do professor Fábio Machado e do texto do Fabiano Santos.
Aproveitem!!!

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiopa1EwNT2xSlfHckKLB8tNDG3TvCXy9CN1kTQ9-iuP3NLW62qqjpenOlV0Kn0CYC3M80Ipy-fxsi4P3FBjkxTBmHFSIsIlQ5iTg7U9NziZiGkZkO5QiAURkjkjuOwxCJnVLo2cwSS429E/s1600/politica9ap.jpg

O que é ciência política



Procedimento NOMINALISTA – ciência + política.
- adotar a definição de ciência, e depois de politica e responde a partir da união dos termos.

Procedimento DESCRITIVO
- tem a vantagem de expressar a multiplicidade de tendências que caracterizam a disciplina.

Origem da ciência politica
- tem inicio na Grécia a.C.

Problemas fundacionais
- as bases e limites da lealdade do individuo à coletividade.

Gregos
-premissa – possibilidade de dicotomia (ou seja, divisão de um conceito em dois) indivíduos versus pólis.

Segredo da coesão social
- revelado por Maquiavel
- a partir de Maquiavel aprendemos que a ordem, tal como a observamos e vivenciamos, não dependem única e exclusivamente da natureza das coisas, mas também e fundamentalmente do esforço feito por homens dotados de certas qualidades, tais como idealismo, ambição, perspicácia, crueldade, entre outras, para inspirar temor, respeito e lealdade nas pessoas comuns.

Maquiavel da o OBJETO
- a ação humana intencional na história.
- o conhecimento do mundo sociopolítico não é feito com a leitura da vontade de Deus. Será obtido somente com a observação do comportamento humano em situações reais de conflitos e de luta pelo poder.
-Daí surge sua briga com a Igreja (pois Maquiavel desacraliza a Igreja).
- até aqui a reflexão política possui natureza indutiva (parte das questões particulares para a generalidade).  

O dedutivismo (raciocínio logico que faz uso da dedução para obter uma conclusão sobre determinada premissa) na política.
- Thomas Hobbes - Para que governo? Para Hobbes a ordem politica emerge exatamente para definir limites ao comportamento individual de modo a que o esforço pela aquisição de bem-estar seja feito em bases cooperativas e não conflitivas.
- assim o governo serve para proteger a sua vida, porque sem ele o caos esta dado, gerado barbárie.
- poder politico tem a função de estabelecer a paz.

A crítica de David Hume
- critica a perspectiva racionalista de Hobbes.
-segundo esse pensador, as bases de sociabilidade e de legitimação da ordem politica não surgem a partir do calculo racional de indivíduos em busca de bem estar. Para qualquer individuo, em qualquer momento ou lugar, a ordem social é um fato cuja justificação é obra de experiências coletivas particulares de elaboração institucional.
- não vem de concepção logica, abstrata, mas na verdade as instituições politicas surgem da experiência coletiva.

Interregno: a ciência política como engenharia institucional
- Pode-se dizer que a descoberta hobbesiana de que a autoridade governamental deriva da transparência de direitos dos indivíduos a serem governados para a pessoa do governante inaugura uma linha de investigação que repercute diretamente na ação política. E quando promove intervenção dessa natureza no mundo político, a ciência política é usualmente chamada de engenharia institucional.

Problemas de método
Hobbes: afinidade com a economia
Hume: história, sociologia e antropologia.

Instituições: são regras, são valores, tem a finalidade de regular, orientar, promover, dar estabilidade.

Papel do institucionalismo: resolver problemas de ação coletiva com a deficiência.

Quais as diferenças entre filosofia e ciência?
- tem o mesmo objeto: o fenômeno político.

Método cientifico:
- Precisa ser validadas repostando-se a realidade empírica, somente são consideradas verdadeiras as teorias que forem confirmadas por evidências factuais.
- Requer demonstração, não atribui juízo de valor, experiência.

Método filosófico:
- dedica-se livremente a reflexão sobre a realidade, servindo-se apenas da lógica e da especulação racional.
- valores, procedimento teórico conceitual, tratam da essencialidade.

Onde os institucionalismos se convergem e onde é problemático?
- convergem: no objeto (instituições)
- problemático: (método) entendem a solução do problema de maneira radicalmente diferente.
- sociológico: observação de regras
- escolha racional: encaram as instituições com solução adaptadas para os problemasda oportunidade.

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FICHAMENTO: POLÍTICAS PÚBLICAS (MARTA RODRIGUES)


FICHAMENTO
 TEXTO II – POLÍTICAS PÚBLICAS (MARTA RODRIGUES)

* Pessoal, mais um fichamento para vocês! Esse fiz a partir das ótimas aulas do professor Fábio Machado e do texto da Marta Rodrigues.
Aproveitem!!!


http://lh5.ggpht.com/_yxMjQyVNAUQ/SXPYVvFbpMI/AAAAAAAAAc8/re0IeqNsAuw/Pol%C3%ADticas%20de%20Parcerias_thumb%5B6%5D.jpg

O que é politica?

- conceito – a politica é entendida como forma de atividade ou de práxis humana.

- na perspectiva clássica – refere-se a tudo o que diz respeito as coisas da cidade, ou seja, ao que é urbano, publico, civil e social.

- era moderna – atividade ou conjunto de atividades que, de alguma maneira, faz referencia ao Estado.

- politica publica – é o processo pelo qual os diversos grupos que compõem a sociedade tomam decisões coletivas, que condicionam o conjunto dessa sociedade.
- são resultantes da atividade politica.
- constituem-se de decisões e ações.

- duas formas de resolver conflitos
- pela força: coerção/ repressão.
- pela ação politica: ação coletiva. A necessidade de aceitação da decisão alcançada e o caráter impositivo da decisão coletiva.

- o que é poder?
É a capacidade de influenciar alguém a fazer algo que, de outra forma, ele/ela não faria.
-a capacidade do ser humano de influenciar o comportamento de outro ser humano.

- o que é estado?
Resulta de um processo histórico de concentração de poder que ocorre, na Europa, entre o final da Idade Média e os primeiros séculos da Idade Moderna.

- o que é governo?
-Por governo entendemos o conjunto de indivíduos que orientam os rumos da sociedade, pois ocupam posições na cúpula do Estado.
- são os que estão alocados no Estado. Ex: Governo Municipal: prefeito; vereador(...). (Não confundir com prefeitura).

- que são os atores?
Podem ser:
·         Privados: são aqueles que têm o poder para influenciar na formatação de politicas publicas quando o governo a tomar determinadas ações. Ex: Consumidores; Empresários; Trabalhadores; etc.
·         Públicos: são as que tem, de fato, o poder de decidir politicas. Ex: Gestores Públicos; Juízes: Parlamentares; Políticos (do executivo).


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FICHAMENTO: Potência, limites e sedução do poder. (Marco Aurélio)


FICHAMENTO

TEXTO: Potência, limites e sedução do poder. (Marco Aurélio)

* Pessoal, mais um fichamento para vocês! Esse fiz a partir das ótimas aulas do professor Fábio Machado e do livro do Marco Aurélio.
Aproveitem!!!

http://www.livrariaresposta.com.br/fotos/9788571397484.jpg


Potência – é algo genérico, virtual. Uma espécie de poder efetivo, antecede o poder, reúne elementos e recursos para efetiva-los no exercício do poder. É algo menor que o poder.

Poder – é uma relação social individual ou em grupo que pode ser exercido de forma subliminar, esta em todas as relações e dimensões da sociedade.
-É o elemento que mais preenche a politica (mas não é seu elemento exclusivo, sendo ele o principal).
-usa força (mas nem sempre, dependendo do caso, pode usar também a sedução).
-universal, amplo e cerimonioso. Possui até um certo grau de paciência. 

Política – relação de interação de pessoas.
É a luta de ideias e de valores, esforços, para estabelecer e para fazer que prevaleçam projetos de sociedade, modos de organizar a convivência e de resolver conflitos.

O que distingue o PODER do PODER POLÍTICO – o poder político é aquele autorizado por uma coletividade, vale-se da lei e da força. É que o poder político é o único que você pode utilizar os recursos de força física de  forma legitima.
-a politica é um braço do poder politico.
- recorre a força, mas nos momentos críticos, nos quais se trata de garantir o cumprimento de decisões.

Três atores:

Thomas Hobbes – “é a tendência geral de todos os homens um perpetuo e irrequieto desejo de poder e mais poder, que cessa apenas com a morte.”.
- para ele a conservação e a ampliação do poder eram essenciais para se garantir o que já se possuía.
- reiterava a ideia anterior de Maquiavel.
- pensava no Estado, mas também que o poder é inerente ao homem.

Nicolau Maquiavel“a sede de poder é tão forte quanto a sede de vingança, se não for mais forte ainda.”.
- defendia que, como a acumulação de poder cria mais poder, seria natural que os homens não se considerassem proprietários tranquilos “a não ser quando pudessem acrescentar algo aos bens que já dispõem”.
- pensava no Estado, mas também em poder geral inerente ao modo de ser do homem.

Max Weber – quem meche com o poder faz um “pacto com potências diabólicas”.
- o poder é um fator de dominação
- para ele o poder existe quando uma potência, valendo-se de determinados recursos, consegue afirmar-se como dominação e ver suas ordens serem cumpridas.


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NOGUEIRA, Marco Aurélio . Potência, limites e seduções do poder. São Paulo: Editora Unesp, 2008. v. 1.

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Exercício - Geografia Humana e Econômica


Exercício - Geografia Humana e Econômica

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Questões - Respostas

(Questão 01) Qual a diferença entre espaço geográfico e:
Segundo Milton Santos (1997, p. 51), o espaço geográfico é aquele “formado por um conjunto indissociável, solidário e também contraditório, de sistemas de objetos e sistemas de ações, não considerados isoladamente, mas como o quadro único no qual a história se dá. No começo era a natureza selvagem, formada por objetos naturais, que ao longo da história vão sendo substituídos por objetos fabricados, objetos técnicos, mecanizados e, depois cibernéticos fazendo com que a natureza artificial tenda a funcionar como uma máquina”.

a)      Paisagem“paisagem é o conjunto de formas que, num dado momento, exprimem as heranças que representam as sucessivas relações localizadas entre o homem e a natureza.” (1997, p. 83)

Desta forma, a diferença entre paisagem e espaço geográfico, é que, a primeira (paisagem) é “transtemporal juntando objetos passados e presentes, uma construção transversal juntando objetos.” Enquanto a segunda (espaço), “é sempre um presente, uma construção horizontal, uma situação única. Ou ainda, paisagem é um sistema material, nessa condição, relativamente imutável, espaço é um sistema de valores, que se transforma permanentemente”.

b)      TerritórioEste, por sua vez, é uma dimensão do espaço geográfico que desvincula as relações humanas e sociais da relação direta com a dimensão natural do espaço, extraindo desse conceito a necessidade direta de domínio, também dos recursos naturais, como expressa-se na concepção clássica de território. A natureza, enquanto recurso associada à ideia de território, já não é mais necessária. Nestas territorialidades, a apropriação se faz pelo domínio de território, não só para a produção, mas também para a circulação de uma mercadoria, a exemplo das territorialidades por vezes estudadas, como o território das drogas. Estas novas territorialidades apresentam-se como voláteis e constituem parte do tecido social, expressam uma realidade, mas não substituem, em nosso entender, a dominação política de territórios em escalas mais amplas. Devendo essas, para serem explicadas e não somente descritas, serem inseridas em espaços de dimensão relacional.

c)      LugarLugar constitui a dimensão da existência que se manifesta através “de um cotidiano compartido entre as mais diversas pessoas, firmas, instituições–cooperação e conflito são a base da vida em comum” (Milton Santos, 1997).

v  Neste sentido, o conceito de lugar induz a análise geográfica a uma outra dimensão - a da existência- “pois refere-se a um tratamento geográfico do mundo vivido” (Milton Santos, 1997). Este tratamento vem assumindo diferentes dimensões. De um lado, o lugar se singulariza a partir de visões subjetivas vinculadas a percepções emotivas, a exemplo do sentimento topofílico (experiências felizes) das quais se refere Yu-Fu Tuan (1975). De outro, o lugar pode ser lido através do conceito de geograficidade, termo que, segundo Relph (1979), “encerra todas as respostas e experiências que temos de ambientes na qual vivemos, antes de analisarmos e atribuirmos conceitos a essas experiências”. Isto implica em compreender o lugar através de nossas necessidades existenciais quais sejam, localização, posição, mobilidade, interação com os objetos e/ou com as pessoas. Identifica-se esta perspectiva com a nossa corporeidade e, a partir dela, o nosso estar no mundo, no caso, a partir do lugar como espaço de existência e coexistência.
Mas o lugar pode também ser trabalhado na perspectiva de um mundo vivido, que leve em conta outras dimensões do espaço geográfico, conforme se refere Milton Santos (1997), quais sejam os objetos, as ações, a técnica, o tempo.

d)     RegiãoDa mesma forma que os demais conceitos, região apresenta-se como um conceito com inúmeras variantes.
Sua concepção mais recente adquire significados múltiplos, incluindo a dimensão cultural. Nos últimos anos pode-se observar a possibilidade de região ser compreendida como proposição política sob um espaço, pode ser compreendida como expressão de uma forma de especialização do trabalho, como também ser compreendida como espaço identitário para um determinado grupo social, que se consolida nos regionalismos e que se expressa pelo hibridismo do politico, do econômico e do cultural, enquanto construção de representações que fortaleçam a identidade.

v  Qual das categorias ajudará o sociólogo a melhor entender a sociedade?

A categoria região é uma das que auxilia o sociólogo a melhor entender a sociedade, por que esta, que é vista pelo sociólogo como uma construção de espaço vinculado que advém da forma como, na contemporaneidade, sob a lógica do Modo de produção Capitalista, se organiza o processo produtivo. Além disso, a concepção mais recente de região inclui a dimensão cultural, e como já foi colocado acima: “Nos últimos anos pode-se observar a possibilidade de região ser compreendida como proposição política sob um espaço, pode ser compreendida como expressão de uma forma de especialização do trabalho, como também ser compreendida como espaço identitário para um determinado grupo social, que se consolida nos regionalismos e que se expressa pelo hibridismo do politico, do econômico e do cultural, enquanto construção de representações que fortaleçam a identidade.” (SUERTEGARAY, 2000). Também, a partir da categoria lugar, o sociólogo pode se beneficiar, já que esta última busca entender a existência objetava e subjetividade dos indivíduos.

(Questão 02) Explique a diferença entre o espaço do geografo e o espaço do sociólogo.
A noção de espaço, para o sociólogo, é uma noção difícil de ser compreendida numa única definição. Este, de fato, procura captar a especificidade do conceito em relação ao espaço geográfico, levando em conta a imagem que os homens têm de seu próprio espaço social. Esta imagem repercute no real. Isto é, o espaço do sociólogo é subjetivo, é um reflexo deformado do espaço objetivo, pois reage sobre este.
Por outro lado, o espaço do geógrafo corresponde àquilo que Durkheim denominou substrato dos fatos sociais. Desta forma, a noção de espaço para o geografo é consubstancial. Por isso que sua atividade repousa, em primeiro lugar, nas técnicas cartográficas, pois é dai que ele tira suas hipóteses de trabalho. Não certezas quanto a relações de casualidade, mas hipóteses que o conduzem a outras explicações. Assim sendo, a prudência é a regra, e justamente por isso, o sociólogo não pode ignorá-lo.

(Questão 03) Como a noção do espaço foi concebida na:

a)      Geografia territorial Para a geografia tradicional, o espaço não se constitui um conceito-chave. Contudo, está presente na obra de Ratzel e de Hartshorse, mas de modo implícito. Para Ratzel o espaço é visto como base indispensável para a vida do homem, encerrando as condições de trabalho, quer naturais, quer aqueles socialmente produzidos. Sendo assim, para este autor o domínio do espaço transforma-se em elemento crucial na história do Homem. Por outro lado, Hartshorse coloca o espaço como absoluto, isto é, um conjunto de pontos de tem existência em si, sendo independente de qualquer coisa.

b)      Geografia teorético-quantitativa Nesta perspectiva, a geografia passa a ser considerada como uma ciência social (Schaefer), e até mais além, como afirmava Bunge, quando expunha que a geografia deveria ser vista como uma ciência espacial. Neste contexto, o espaço aparece, pela primeira vez como conceito-chave da geografia. E ainda, esse conceito (espaço) é visto sobre duas formas: de um lado a noção de planície isotrópica (é uma construção do espaço que resume uma concepção de espaço derivada de um paradigma racionalista e hipotético-dedutivo), de outro, de sua representação matricial.


c)      Geografia crítica Esta, por sua vez, fundou-se no materialismo histórico e na dialética. E por isso, procura romper com a geografia tradicional e com a geografia teorética-quantitativa. E, novamente o espaço aparece como conceito-chave. Debate-se, de um lado, se na obra de Marx o espaço está presente ou ausente e, de outro, qual a natureza e o significado do espaço. Outra preocupação dos geógrafos críticos esta na identificação das categorias de analise do espaço. Em meias palavras, na concepção da geografia critica o espaço é concebido como locus de reprodução das relações sociais de produção, isto é, reprodução da sociedade.


d)     Geografia humanista e cultural Semelhante a geografia crítica, a geografia humanista e cultural é uma crítica a geografia de cunho lógico-positivista. Por outro lado, esta se opõe as geografias critica e a teorético-quantitativa, já que a geografia humanista está assentada na subjetividade, na intuição, nos sentimentos, na experiência, no simbolismo e na contingência, privilegiando o singular e não o particular ou o universal e, ao invés da explicação, tem na compreensão a base de inteligibilidade do mundo real. Segundo Tuan (1979) no âmbito do espaço da geografia humanista consideram-se os sentimentos especiais e as ideias de um grupo ou povo sobre o espaço a partir da experiência. Tuan argumenta que existem vários tipos de espaços, um espaço pessoal, outro grupal, onde é vivida a experiência do outro, e o espaço mítico-conceitual que, ainda que ligado à experiência, “extrapola para além da evidencia sensorial e das necessidades imediatas e em direção a estruturas mais abstratas”. 
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Bom Pessoal, não recebi a correção desse exercício por isso, se alguém quiser sugerir alguma alteração, será bem vinda.
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3 de nov. de 2011

FICHAMENTO: Uma breve introdução à filosofia. (THOMAS NAGEL)

Olá meus queridos e queridas! Hoje trago à vocês mais uma sequência de fichamentos (de citação), espero que gostem e comentem =) 


 * O fichamento não é completo, isto é, falta alguns capítulos. Por isso resolvi repetir a referência a cada capítulo, para evitar que você se perca, fique atento!!!


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Primeiro Fichamento
TEXTO: NAGEL, T. Uma breve introdução à filosofia. Capítulo III. São Paulo: Martins Fontes, 2007. p. 19-26.
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OUTRAS MENTES
 “Há um tipo especial de ceticismo que continua a ser um problema mesmo que você admita que sua mente não é a única coisa que existe – que o mundo físico que você aparentemente vê e sente ao seu redor, até mesmo seu próprio corpo, de fato existe. Trata-se do ceticismo quanto à natureza ou mesmo quanto à existência de outras mentes ou experiências além da sua.” (p.19)

“A única coisa que você observa com clareza são os corpos dos outros seres vivos, incluindo as pessoas.” (p. 19)

 “A única experiência que você pode ter, na verdade, é a sua própria: se acredita que existe alguma vida espiritual nas outras pessoas, essa crença se baseia na sua observação do comportamento e da constituição física delas” (p. 20)

“A única relação que você já observou entre um tipo de sorvete e um certo sabor se deu em você mesmo; assim, o que o leva a pensar que correlações similares são válidas também para os demais seres humanos?” (p.20)

“A única coisa que você pode observar é a correlação que se estabelece em você.” (p.21)

“(...) pode-se admitir aqui um certo grau de incerteza. A correlação entre estimulo e experiência pode não ser exatamente igual para cada um: a experiência de cor ou saber de duas pessoas que provam o mesmo tipo de sorvete pode apresentar ligeiras variações.” (p.22)

“Você poderia dizer, contudo, que as diferenças não podem ser assim tão radicais, pois, do contrário, poderíamos percebê-las.” (p.22)

“Note, porém, que essa afirmação pressupõe uma outra correlação para cada pessoa: a correlação entre a experiência interna e certos tipos de relações observáveis. E, nesse caso, surge a mesma questão.” (p.22)

“O único exemplo da correlação entre mentes, comportamento, anatomia e ocorrências físicas que você já observou diretamente é você mesmo. Mesmo que as outras pessoas e os animais não tivessem nem uma única experiência, nenhuma vida mental interior, mas fossem apenas máquinas biológicas sofisticadas, ainda assim teriam para você exatamente a mesma aparência.” (p.23)

“Sua convicção de que existem mentes nesses corpos, visão por trás desses olhos, audição nesses ouvidos etc. é instintiva.” (p.24)

“Acreditamos, de maneira geral, que os outros seres humanos são conscientes, e quase todos acreditam que os demais mamíferos e os pássaros também são conscientes. Mas as pessoas divergem sobre se os peixes, insetos, vermes e águas-vivas são também conscientes. E a maior parte duvida de que os animais unicelulares, como amebas e paramécios, têm experiências conscientes, embora essas criaturas reajam, de maneira evidente, a vários tipos de estímulos.” (p.24)

“Se uma coisa é incapaz de se mover, ela não pode oferecer nenhum indicio de comportamento sobre o que sente ou percebe.” (p.25)

“Só poderíamos descobrir essas correlações se observássemos ao mesmo tempo as experiências e manifestações externas, mas não há como observar as experiências diretamente, a não ser em nós mesmos. Pela mesma razão, não seria possível observar a ausência de experiência e, conseqüentemente, a ausência de tais correlações, em nenhum outro caso. Não se pode olhar dentro de uma arvore para dizer que ela não tem experiência, da mesma forma que não se pode olhar dentro de um verme para dizer que ele tem experiência.” (p.26)

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Segundo Fichamento
TEXTO: NAGEL, T. Uma breve introdução à filosofia. Capítulo IV. São Paulo: Martins Fontes, 2007. p. 27-37.
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O PROBLEMA MENTE-CORPO

 “Esqueçamos o ceticismo e admitamos que o mundo físico existe, até mesmo seu corpo e cérebro; e deixemos de lado nosso ceticismo quanto à existência de outras mentes. Admito que você é consciente, se você admitir que eu também sou. Ora, qual pode ser a relação entre a consciência e o cérebro?” (p.27)

“Todos sabem que o que acontece na consciência depende do que acontece ao corpo.” (p. 27)

 “Ao que tudo indica, para que alguma coisa aconteça em sua mente ou consciência, é preciso que algo aconteça no seu cérebro.” (p. 27)

“Em alguns casos, sabemos de que maneira o cérebro afeta a mente e de que maneira a mente afeta o cérebro” (p.28)

“Desconhecemos muitos dos detalhes, mas é evidente que existem relações complexas entre o que acontece na sua mente e os processos físicos que se desencadeiam no seu cérebro. Até aqui, tudo o que foi dito é assunto da ciência, não da filosofia.” (p.28)

“Mas há também uma indagação filosófica sobre a relação entre mente e cérebro, que é a seguinte: a mente é diferente do cérebro, embora esteja vinculada a ele, ou ela é o cérebro? Seus pensamentos, sentimentos, percepções, sensações e desejos são coisas que acontecem além de todos os processos físicos que ocorrem no seu cérebro, ou são, elas próprias, alguns desses processos físicos?” (p.28)

“Suas experiências estão no interior da sua mente com um tipo de interioridade que é diferente do modo como seu cérebro está no interior da sua cabeça. Uma outra pessoa pode abrir sua cabeça e observar o que há dentro dela, mas não pode abrir sua mente e examiná-la – não dessa forma pelo menos.” (p.29-30)

“Se o que aconteceu na sua experiência esta no interior de sua mente de um jeito diferente do que acontece no seu cérebro, parece então que as suas experiências, bem como seus diferentes estados de espírito, não podem ser meros estados físicos do cérebro. Você deve ser algo mais do que um corpo dotado de um buliçoso sistema nervoso.” (p.30)

“Uma conclusão possível é que deve haver uma alma ligada ao corpo, de tal forma que ambos possam interagir. Se isso é verdade, então você é constituído de duas coisas muito diferentes: um organismo físico complexo e uma alma puramente mental. (Essa visão é chamada de dualismo, por razões óbvias.)” (p.31)

“Muitas pessoas, porém, acham que a crença na alma é ultrapassada e não cientifica. Tudo o que existe no mundo é feito de matéria física – diferentes combinações dos mesmos elementos químicos.” (p.31)

“A opinião de que as pessoas não passam de matéria física, e que seus estados de espírito são estados físicos cerebrais, é denominada fisicalismo (ou, às vezes, materialismo). Os fisicalistas não têm uma teoria específica sobre qual processo cerebral pode ser identificado com a experiência de saborear chocolate, por exemplo. Mas acreditam que os estados de espírito são apenas estados do cérebro, e que não há nenhuma razão filosófica para pensar que não sejam. Os detalhes terão de ser descobertos pela ciência.” (p.31-32)

“A ideia é que podemos descobrir que as experiências são, na verdade, processos cerebrais, tal como descobrimos que outras coisas conhecidas têm uma natureza real que não poderíamos ter adivinhado, até que foi revelada pela investigação cientifica.” (p.32)

“(...) embora pareça surpreendente que a experiência de saborear chocolate não seja, talvez, mais do que uma complexa ocorrência física no cérebro, isso não seria mais estranho que as muitas coisas que se descobriram sobre a verdadeira natureza de objetos e processos comuns. ” (p.32)

“Um dualista retrucaria que essas outras coisas são diferentes. Quando investigamos a composição química da água, por exemplo, estamos lidando com algo que pertence claramente ao mundo físico – algo que podemos ver e tocar.” (p.33)

“Uma característica essencial desse tipo de análise é que não se trata de uma decomposição química do modo como vemos, sentimos e saboreamos a água. Essas coisas acontecem na nossa experiência interna, não na água que foi decomposta em átomos. A análise física ou química da água desconsidera essas experiências.” (p.33)

“Um todo físico pode ser analisado em partes físicas menores, mas um processo mental, não. Não é possível somar partes físicas para obter um todo mental.” (p.33)

“Outra possibilidade, contudo, é a de que a vida mental ocorra no cérebro, ainda que todas essas experiências, sentimentos, pensamentos e desejos não sejam processos físicos do cérebro. Isso significa que a massa cinzenta dos bilhões de células nervosas dentro do seu crânio não é apenas um objeto físico. Embora tenha muitas propriedades físicas – uma grande quantidade de atividades químicas e elétricas - , ali também ocorrem processos mentais.” (p.34)

“A concepção de que o cérebro é a sede da consciência, mas que seus estados conscientes não são meros estados físicos, é chamada de teoria do aspecto dual.” (p.34)

“Quando esse processo ocorre, um cientista, ao examinas seu cérebro, poderá observar o aspecto físico, mas é você, internamente, que passará pelo aspecto mental: você é que vai experimentar a sensação de saborear o chocolate. Sendo assim, seu cérebro teria um interior que não poderia ser alcançado por um observador externo, mesmo que ele o abrisse ao meio.” (p.34-35)

“Poderíamos expressar essa ideia ao dizer que você é apenas corpo, não corpo e alma, mas seu corpo, ou pelo menos seu cérebro, não é somente um sistema físico. É um objeto com aspectos físicos e mentais: pode ser dissecado, mas tem um tipo de interior que a dissecação não pode revelar.” (p.35)

“Para os fisicalistas, a única coisa que existe é o mundo físico, que pode ser estudado pela ciência: o mundo da realidade objetiva. Por isso, eles precisam encontrar um lugar nesse mundo para alojar os sentimentos, desejos, pensamentos e experiências – um lugar para você e para mim.” (p.35)

“Pessoalmente acredito quer esse aspecto interno da dor e de outras experiências conscientes não pode ser adequadamente analisado em termos de nenhum sistema de relações causais com estímulos e comportamentos físicos, por mais complexos que sejam.” (p.36)

“Parece haver dois tipos muito distintos de coisas que acontecem no mundo: as coisas que pertencem à realidade física, que muitas pessoas podem observar de fora, e as coisas que pertencem à realidade mental, que cada um de nós experimenta interna e individualmente.” (p.36)

“Nossa concepção geral do mundo será insuficiente até que possamos explicar de que modo os elementos físicos, quando combinados da maneira certa, formam não apenas um organismo biológico funcional, mas também um ser consciente. Se a própria consciência pudesse ser identificada com algum tipo de estado físico, estaria aberto o caminho para uma teoria unificada da mente e do corpo e assim, talvez, para uma teoria unificada do universo.” (p.37)

“A ciência física avançou deixando a mente de fora daquilo que tenta explicar, mas pode ser que haja mais sobre o mundo do que a ciência física é capaz de entender.” (p.37)











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Terceiro Fichamento
TEXTO: NAGEL, T. Uma breve introdução à filosofia. Capítulo V. São Paulo: Martins Fontes, 2007. p. 39-47.
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O SIGNIFICADO DAS PALAVRAS

 “Como pode uma palavra – um ruído ou uma série de marcas no papel – significar alguma coisa?” (p.39)

“Existem muitos tipos de palavras: algumas delas designam pessoas ou coisas, outras denominam qualidades ou atividades, outras se referem a relações entre coisas ou acontecimentos, outros nomeiam números, lugares ou épocas, e outra ainda, como ‘e’ e ‘de’, só têm significado proque contribuem para dar sentido a afirmações ou perguntas maiores, nas quais aparecem como partes. Na verdade, todas as palavras funcionam desta maneira: seu significado está, efetivamente, relacionado com a contribuição que entre elas dão ao sentido de frases ou enunciados.” (p. 39)

 “Certas palavras podem ser definidas em termos de outras palavras: ‘quadrado’, por exemplo, significa ‘figura plana de quatro lados, eqüilátera e eqüiângula’. A maioria dos termos dessa definição também pode ser definida. Mas as definições não podem ser à base do significado para todas as palavras, do contrario andaríamos eternamente em circulo.” (p. 40)

“Mas o sentido da pergunta, bem como a resposta, depende do fato de que a palavra ‘tabaco’ se refere a todas as amostras da substancia que existem no mundo – incluindo, na verdade, épocas passadas e futuras -, a cada cigarro fumado na China no ano passado, a cada charuto em Cuba, e assim por diante.” (p.41)

“Como a palavra faz isso? Como pode um simples ruído ou rabisco ter tal alcance? É evidente que não é por causa do som ou do aspecto. Nem por causa do número relativamente pequeno de amostras de tabaco com que você deparou, e que estavam por perto quando você pronunciou, ouviu ou leu a palavra. Trata-se de alguma outra coisa, algo de caráter geral, que se aplica ao uso que cada pessoa faz da palavra.” (p.41)

“A palavra, tal como você a usa, tem alguma outra coisa por trás dela – um conceito, ideia ou pensamento – que, de algum modo, se estende a todo tabaco do universo.” (p.42)

“(...) que tipo de coisa é esse intermediário? Está em sua mente, ou é algo fora de sua mente com o qual, de algum modo, você pode fazer uma associação? Parece haver algo com que você, eu e o chinês podemos todos associar, a fim de expressar a mesma coisa com nosssas palavras para tabaco.” (p.42)

“O problema que temos aqui, de como a palavra pode significar a ideia ou o conceito (seja qual for), não é exatamente igual ao que havia antes, de como a palavra pode significar a planta ou a substancia?” (p.42)

“Há também o problema de como essa ideia ou conceito se relaciona com todas as amostras de tabaco real” (p.43)

“Com ou sem o conceito ou a ideia, o problema parece ser o seguinte: o uso que cada pessoa faz de uma palavra envolve sons, marcas e exemplos muito particulares, mas a palavra se aplica a algo universal, que outros falantes particulares também podem expressar por meio dessas palavras ou de outras palavras em outras línguas.” (p.43)

“(...) mesmo que você forme uma certa imagem em sua mente ao ouvir ou usar a palavra ‘tabaco’, cada pessoa provavelmente formará uma imagem diferente.” (p.44)

“O mistério do significado é que ele, aparentemente, não se situa em nenhum lugar -  nem na palavra, nem na mente, nem em nenhum conceito ou ideia pairando entre a palavra, a mente e as coisas sobre as quais estamos falando. Contudo, usamos a linguagem o tempo todo, e ela nos permite formular pensamentos complicados, que transpõem grandes distancias no tempo e no espaço.” (p.44)

“As palavras muitas vezes são usadas simplesmente como ferramentas nas relações entre as pessoas.” (p.45)

“Seja o que for que aconteça nas situações praticas e corriqueiras, deve ser algo suficientemente geral também para explicar essas outras situações, bastante diferentes, em que ela tem o mesmo significado.” (p.46)

“Quando uso a palavra, ela pode ter significado como parte da língua portuguesa, mas de que maneira o uso da palavra por todos os outros falantes da língua lhe dá alcance universal, muito além de todas as situações em que ela é efetivamente usada? O problema da relação da linguagem com o mundo não é diferente, quer falemos de uma frase ou de bilhões de frases. O significado de uma palavra contém todos os seus possíveis, verdadeiros e falsos, não apenas seus usos efetivos – e estes são apenas uma fração mínima dos usos possíveis” (p.47)

“Somos pequenas criaturas finitas, mas o significado nos permite, com a ajuda de sons ou marcas no papel, entender o mundo inteiro e as muitas coisas que há nele, até mesmo inventar coisas que não existem e que, talvez, nunca venham a existir. O problema é explicar como isso é possível: como alguma coisa que dizemos ou escrevemos – inclusive todas as palavras contidas neste livro – pode significar algo?” (p.47)
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Quarto Fichamento
TEXTO: NAGEL, T. Uma breve introdução à filosofia. Capítulo VI. São Paulo: Martins Fontes, 2007. p. 49-61.
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LIVRE-ARBÍTRIO


 “(...) até o momento da escolha, não há nada que determine irrevogavelmente qual será a sua escolha” (p.51)

“Não havia nenhum processo ou força em ação, antes da sua escolha, que tornasse inevitável que você escolhesse o bolo de chocolate.” (p. 52)

 “Algumas pessoas acham que nunca é possível fazer diferente do que na verdade fazemos, nesse sentido absoluto. Reconhecem que dependemos de fato de nossas escolhas, decisões e vontades, e que fazemos diferentes escolhas em diferentes circunstâncias: não somos como a Terra, girando em torno do seu próprio eixo com uma regularidade monótona. Mas afirmam que, em cada situação, as circunstâncias que se apresentam antes de agirmos determinam nossas ações, tornando-as inevitáveis. A soma total das experiências, dos desejos e do conhecimento de uma pessoa, sua constituição hereditária, as circunstâncias sociais e a natureza da escolha que ela tem diante de si, juntamente com outros fatores que talvez desconheçamos, combinam-se para tornar inevitável uma ação particular nessas circunstâncias.” (p. 53)

“Essa visão chama-se determinismo. A ideia não é que podemos conhecer todas as leis do universo e usá-las para prever o que irá acontecer. Em primeiro lugar, não podemos conhecer todas as complexas circunstâncias que influenciam uma escolha humana. Em segundo, mesmo quando aprendemos alguma coisa sobre as circunstancias, e tentamos fazer uma previsão, isso por si só é uma mudança nas circunstancias, que pode alterar o resultado previsto. Mas a questão não é a de que existem leis naturais, como as que governam o movimento dos planetas, que governam tudo o que acontece no mundo – e, de acordo com essas leis, as circunstâncias que antecedem uma ação determinam o que irá ocorrer e excluem qualquer outra possibilidade.” (p.53-54)

“Sua escolha foi determinada pela situação imediatamente anterior, e essa situação, por sua vez, foi determinada pela situação anterior a ela, e assim sucessivamente até onde você queira recuar no tempo” (p.54)

“Ainda que o determinismo não se aplique a todas as coisas que ocorrem – mesmo que alguns acontecimentos não sejam determinados por causas que já existiam de antemão - , seria de qualquer modo muito significativo se tudo que fizéssemos já estivesse determinado antes de o fazermos.” (p.54)

“Se acreditasse nisso acerca de si mesmo e das outras pessoas, o modo como você se sente a respeito das coisas provavelmente mudaria.” (p.55)

“Se já estava determinado que ela assim o faria, era inevitável: ela não poderia agir de outra forma, dadas as circunstancias em que se encontrava.” (p.55)

“Algumas pensam que, se o determinismo é verdadeiro, então não faz sentido elogiar nem culpar alguém por coisa alguma, da mesma forma que não faz sentido culpar nem elogiar a chuva por cair. Outros acham que faz sentido elogiar as boas ações e condenar as más, ainda que sejam inevitáveis. Afinal, o fato de alguém estar predeterminado a agir mal não significa que ela não agiu mal.” (p.56)

“(...) se pensamos que a ação dele estava predeterminada, então puni-lo seria semelhante a punir um cachorro por roer o tapete. Não significa que não o consideramos responsável pelo que fez: estamos apenas tentando influenciar seu comportamento futuro. Pessoalmente, não creio que faça sentido culpar alguém por fazer uma coisa que era impossível para ele deixar de fazer.” (p.56)

“Muitos cientistas acreditam hoje  que ele não se aplica as partículas básicas da matéria – que, numa dada situação, há mais de uma coisa que um elétron pode fazer. Se o determinismo também não se aplica as ações humanas, talvez então haja espaço para o livre-arbítrio e para a responsabilidade” (p.57)

“Uma resposta possível seria a de que não há resposta para essa pergunta. A ação livre é uma característica básica deste mundo e não pode ser analisada” (p.58)

“Algumas pessoas deixariam por isso mesmo. Outras, porém, acham suspeito que tenhamos de apelar a essa ideia inexplicada para explicar em que sentido você poderia ter escolhido o fruto em vez do bolo. Até aqui, parecia que o determinismo era a grande ameaça à responsabilidade. Agora, no entanto, parece que, mesmo que nossas escolhas não sejam predeterminadas, ainda assim é difícil entender de que modo podemos fazer aquilo que não podemos fazer.” (p.58)

“(...) seja o determinismo verdadeiro ou falso, não somos responsáveis por nossas ações. Se o determinismo é verdadeiro, as circunstancias anteriores são responsáveis. Se o determinismo é falso, nada é responsável. Seria, sem duvida, um beco sem saída.” (p.59)

“Há uma outra hipótese possível, completamente oposta à maior parte do que falamos até agora. Algumas pessoas acham que a responsabilidade por nossas ações requer que nossas ações sejam determinadas. Para que uma ação seja algo que você fez. Dizem elas, precisa ser resultado de certas causas presentes em você.” (p.59)

“(...) a determinação casual, por si mesma, não é uma ameaça à liberdade – somente um certo tipo de causa a ameaça.” (p.60)

“Se pensasse que tudo o que fiz foi determinado pelas minhas circunstancias e pela minha condição psicológica, eu me sentiria encurralado. E, se pensasse a mesma coisa sobre todas as outras pessoas, sentiria que não somos mais do que um bando de marionetes. Não faria sentido considerá-las responsáveis por suas ações, da mesma forma que não se pode responsabilizar um gato, um cachorro ou mesmo um elevador.” (p.60)

“Para evitar essa conclusão, você teria de explicar (a) o que quer dizer quando diz que poderia ter feito outra coisa em vez daquilo que fez, e (b) como você e o mundo teriam de ser para que isso fosse verdade.” (p.61).

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É isso pessoal, espero que tenham gostado! AGORA...


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11 de out. de 2011

Referencial curricular nacional para escola indígenas

Sendo licenciados ou bachareias, nas ciências sociais ou areas convergentes, devemos estar por dentro!!!

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 Referencial curricular nacional para escola indígenas


Consolidando este quadro, um novo documento começou a chegar nas escolas indígenas de todo o país: o Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas (RCNEI), documento indutor e orientador de novas práticas, que contou com a participação de especialistas, técnicos e professores índios em sua formulação. Trata-se de um longo e detalhado documento em que se apresentam considerações gerais sobre a educação escolar indígena, quer através da fundamentação histórica, jurídica, antropológica e pedagógica que sustenta a proposta de uma escola indígena que seja intercultural, bilíngüe e diferenciada, quer através de sugestões de trabalho, por áreas do conhecimento, que permitam a construção de um currículo específico e próximo da realidade vivida por cada comunidade indígena, na perspectiva da integração de seus etno-conhecimentos com conhecimentos universais selecionados.

Num campo que se caracteriza por uma plêiade de concepções e práticas diferentes, o documento conhecido pela sigla RCNEI conseguiu reunir e sistematizar um mínimo de consenso, capaz de subsidiar diversas interpretações e propostas de construções pedagógicas e curriculares autônomas. Para que isto de fato ocorra será preciso qualificação profissional dos agentes educacionais e abertura nos rígidos esquemas administrativos das secretarias de educação, de modo que se possa construir novos canais de interlocução em que as comunidades indígenas tenham papel ativo na definição do projeto político pedagógico de suas escolas.

A Educação Escolar Indígena e o Plano nacional de Educação


Em 09 de janeiro de 2001 foi promulgado o Plano Nacional de Educação, também conhecido pela sigla PNE. Ele apresenta um capítulo sobre a educação escolar indígena, dividido em três partes. Na primeira parte faz-se um rápido diagnóstico de como tem ocorrido a oferta da educação escolar aos povos indígenas. Na segunda parte, apresentam-se as diretrizes para a educação escolar indígena. E na terceira parte, estão os objetivos e metas que deverão ser atingidos, a curto e a longo prazo.
Entre os objetivos e metas previstos no Plano Nacional de Educação destaca-se a universalização da oferta de programas educacionais aos povos indígenas para todas as séries do ensino fundamental, assegurando autonomia para as escolas indígenas, tanto no que se refere ao projeto pedagógico quanto ao uso dos recursos financeiros, e garantindo a participação das comunidades indígenas nas decisões relativas ao funcionamento dessas escolas. Para que isso se realize, o Plano estabelece a necessidade de criação da categoria escola indígena para assegurar a especificidade do modelo de educação intercultural e bilíngüe e sua regularização junto aos sistemas de ensino.

O Plano Nacional de Educação prevê, ainda, a criação de programas específicos para atender às escolas indígenas, bem como a criação de linhas de financiamento para a implementação dos programas de educação em áreas indígenas. Estabelece-se que a União em colaboração com os Estados devem equipar as escolas indígenas com equipamento didático-pedagógico básico, incluindo bibliotecas, videotecas e outros materiais de apoio, bem como serão adaptados os programas já existentes hoje no Ministério da Educação em termos de auxílio ao desenvolvimento da educação.
Atribuindo aos sistemas estaduais de ensino a responsabilidade legal pela educação indígena, o PNE assume como uma das metas a ser atingida nessa esfera de atuação a profissionalização e o reconhecimento público do magistério indígena, com a criação da categoria de professores indígenas como carreira específica do magistério e com a implementação de programas contínuos de formação sistemática do professorado indígena.
(Luís Donisete Benzi Grupioni)




Fonte: http://pib.socioambiental.org/pt/c/politicas-indigenistas/educacao-escolar-indigena/referencial-curricular-nacional-para-escola-indigenas


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A Síndrome do Beija-Flor

"Para todos os polivalentes de plantão, que frequentemente são julgados e incompreendidos em seu cotidiano."

http://www.jornalprimeirahora.com.br/images/noticias/observario_02_06_06_06.jpg



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 A Síndrome do Beija-Flor

Ao contrário das demais aves, que voam com o corpo na posição horizontal, o beija-flor voa na posição vertical. Por isso, suas asas não batem para cima e para baixo, como as de seus colegas de pena, mas para frente e para trás.
Essa proeza requer enorme esforço. O beija-flor precisa bater as asas mais de sessenta vezes por segundo e seu coração pulsa 1.260 vezes por minuto.

É claro que, para ter tanta vitalidade, o beija-flor precisa de energia. Muita energia. Ele consome, a cada dia, entre a metade e 3/4 do peso do seu corpo em açúcar.

Daí vem o grande paradoxo dos beija-flores: nada menos que 80% da energia que produzem é gasta apenas para sustentar seu peculiar estilo de voo.

Se um beija-flor aprendesse a retirar o néctar das flores pousando na planta em vez de ficar batendo asa ao lado dela, como um helicóptero de penas, reduziria sua carga de trabalho em 80%. Teria menos stress e não sobrecarregaria tanto o seu coração.

Por que, então, o beija-flor nunca pensou nessa solução mais cômoda? Porque se transformaria em um passarinho qualquer. E teria duas opções na vida: ou ficaria trancado numa gaiola, piando na hora certa e ganhando raçãozinha de alpiste, ou vivendo uma vida de pardal, voando anônimo pela vida.

Ser diferente das outras aves não é sua opção. É a sua natureza

Nas empresas, existem pessoas que fazem um monte de coisas ao mesmo tempo, frequentam tudo quanto é curso, têm ideias e sugestões. Essas pessoas incansáveis são os beija-flores das empresas.

Mas essa gente, quase sempre, é mal-entendido pelos colegas de trabalho. O que o funcionário beija-flor chama de entusiasmo, seus colegas classificam de falta de foco. O que chama de dinamismo, seu chefe chama de dispersão.

Por que o profissional beija-flor insiste em ser acelerado e criativo, quando seria mais mais fácil ser igual a todo mundo? Porque ser diferente dos colegas não é sua opção. É a sua natureza.

 
Retirado do livro "Clássicos do Mundo Corporativo" de Max Gehringer.
 
Fonte:< http://vieirajuliana.blogspot.com/2011/07/codinome-beija-flor.html > Acessado em 11 de Outubro de 2011.

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